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Drone Sense

DJI Agras T70P vs T100: qual escolher pra sua operação

T70P a partir de R$ 180 mil pra talhões de 200 a 800 ha. T100 a partir de R$ 225 mil pra escala acima de 800 ha. Mesma bateria, decisão por cenário.

Por Mauricio Gabiolli
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Resposta direta: entre o T70P e o T100, a decisão certa sai do cenário de operação, não do tamanho do tanque. O DJI Agras T70P é o modelo mais procurado da linha e o centro da operação comercial de quem presta serviço: 70 L de pulverização e escala típica de 200 a 800 ha por talhão. O DJI Agras T100 é o topo de linha: 100 L de pulverização, 100 kg de carga e vocação pra escala acima de 800 ha, frota e cooperativa. O kit de tabela do T70P parte de R$ 180 mil; o do T100, de R$ 225 mil.

E antes de descer nos números, o detalhe que mais muda a conta de quem pensa em crescer: os dois usam a mesma bateria DB2160 e o mesmo carregador C12000. Guarde essa informação, porque ela volta na hora de falar de frota.

DJI Agras T70P vs T100: os números lado a lado

| Item | T70P | T100 | |---|---|---| | Tanque de pulverização | 70 L | 100 L | | Carga operacional em pulverização | 70 kg | 100 kg | | Dispersão de sólidos | 100 L, até 70 kg | 150 L, até 100 kg | | Elevação de carga (acessório à parte) | 65 kg | 100 kg | | Largura efetiva de pulverização | 4-11 m | 5-11 m | | Sensores do Safety System 3.0 | Radar de ondas milimétricas, visão triocular | Radar laser, radares frontal, inferior e traseiro, visão quádrupla | | Bateria | DB2160 | DB2160, a mesma | | Carregador | C12000 | C12000, o mesmo | | Escala típica de operação | Talhões de 200 a 800 ha | Acima de 800 ha, frota, cooperativa | | Kit de tabela (drone + 3 baterias + carregador) | A partir de R$ 180 mil | A partir de R$ 225 mil |

Dois pontos que a tabela não mostra. A vazão máxima de pulverização é igual nos dois: 40 L/min com 4 bicos. E a precisão com RTK habilitado também: cerca de ±10 cm na horizontal e na vertical, quando a operação inclui a estação, que é dimensionada à parte.

Onde o T70P fecha melhor a conta

O T70P virou o padrão do prestador de serviço por um motivo simples: resolve a maior parte das missões reais sem carregar capacidade que a missão não pede.

Talhões de 200 a 800 ha. Nessa faixa, o tanque de 70 L mantém abastecimento e troca de bateria num ritmo que uma equipe enxuta sustenta o dia inteiro.

Taxas típicas de grãos. Em parâmetros usuais de 10 a 15 L/ha, um tanque de 70 L fecha algo entre 4 e 7 ha por decolagem. A taxa certa vem da recomendação agronômica, mas essa ordem de grandeza explica por que 70 L atendem tanta operação comercial.

Logística mais enxuta. Menos calda por decolagem também significa menos peso pra mover, abastecer e transportar entre talhões. Pra quem roda estrada toda semana, isso pesa na rotina.

Porta de entrada da escala comercial. O investimento inicial é menor e a família de energia é a mesma do T100. Se a operação crescer, o próximo drone aproveita as baterias e o carregador que você já tem.

Onde o T100 se paga

O T100 não é “um T70P maior”. É a plataforma pra quem já sabe que o gargalo vai ser volume.

Prestação em escala pesada. Acima de 800 ha por talhão, cada parada de abastecimento a menos vira hectare aplicado a mais dentro da janela climática. Com 100 L por decolagem, o T100 fecha a mesma área com menos ciclos: na taxa típica de 10 a 15 L/ha, são de 6 a 10 ha por tanque.

Uso próprio em culturas de maior porte. O T100 é forte em grãos acima de 100 ha, em cana nas áreas maiores e em café acima de 50 ha. São cenários em que a carga de 100 kg sustenta a rotina sem apertar.

Frota e cooperativa. Quando a decisão é de grupo, o custo por hectare da frota importa mais que o preço unitário de cada drone. O T100 entrega o maior volume da linha por decolagem, e é nesse cenário que a conta do kit de R$ 225 mil tende a fechar.

Sólidos e carga em volume. Dispersão de 150 L com até 100 kg pra semente, fertilizante e cobertura, e capacidade de elevação de 100 kg no acessório dedicado. Pra fazenda que quer o equipamento trabalhando o ano inteiro, não só na janela de pulverização.

Segurança dimensionada pro peso. O Safety System 3.0 do T100 soma radar laser, radares frontal, inferior e traseiro e visão quádrupla. Voar baixo sobre a cultura com 100 kg embarcados pede exatamente esse conjunto.

Frota mista T70P + T100: mesma bateria, mesmo carregador

Aqui está o argumento que pouca gente coloca na ponta do lápis. Bateria e carregador são parte cara e crítica da operação. Quando dois modelos usam energia diferente, cada drone novo exige banco de baterias novo, carregador novo e uma logística de campo duplicada.

T70P e T100 compartilham a bateria DB2160 e o carregador C12000. Na prática:

  • Uma frota mista T70P + T100 roda com um único banco de baterias em rodízio. A bateria que sai do carregador serve qualquer um dos dois.
  • Quem começa no T70P e adiciona um T100 depois não descarta nada da infraestrutura de energia. O upgrade é o drone, não o ecossistema.
  • No campo, um único ponto de recarga abastece os dois modelos. Menos caixa, menos cabo, menos chance de erro na correria da janela.

A ressalva honesta: o gerador continua sendo dimensionado à parte, conforme o tamanho do banco de baterias e a distância da rede elétrica. Energia compartilhada reduz a duplicação, não elimina o dimensionamento.

O que fica de fora do kit nos dois modelos

O kit de tabela tem a mesma estrutura nos dois: drone + 3 baterias DB2160 + carregador C12000. É esse conjunto que custa a partir de R$ 180 mil no T70P e a partir de R$ 225 mil no T100.

Além do hardware, todo kit da Drone Sense inclui o Curso de Piloto de Drone Agrícola, a entrega técnica em Ribeirão Preto e a ativação com nota fiscal e garantia oficial DJI.

O resto é acessório, dimensionado à parte nos dois modelos:

  • Gerador, pra recarga longe da rede elétrica
  • Estação RTK, quando a operação pede precisão centimétrica
  • Sistema de elevação: acessório dedicado de 65 kg no T70P e de 100 kg no T100
  • Kit dispersor de sólidos, pra semente, fertilizante e isca
  • Misturador de calda, água e veículo de apoio, que definem quantos hectares saem por dia

Nada disso “vem junto” por padrão, e isso é proposital: kit fechado igual pra todo mundo sobra num item e falta em outro. O dimensionamento certo nasce da sua cultura, da sua área e da sua logística.

E depois da compra, a conta anual inclui peças de desgaste e revisão. A assistência técnica da Drone Sense atende a linha Agras, e isso vale entrar na decisão junto com a ficha técnica.

Como decidir entre T70P e T100: 3 caminhos práticos

  1. Compare com o preço na frente. O guia de comprar drone agrícola cruza perfil de operação, capacidade e faixa de investimento da linha inteira, incluindo o T25P pra quem ainda está uma faixa abaixo.
  2. Faça a conta por hectare, não por etiqueta. O post sobre como calcular o ROI de um drone agrícola mostra a conta completa, com CAPEX, OPEX e as variáveis que realmente mexem no resultado.
  3. Traga o seu cenário. Cultura, área, relevo, equipe e distância da rede elétrica mudam a resposta. Abra uma conversa pelo WhatsApp e devolvemos uma proposta com o kit dimensionado pro seu caso, sem empurrar capacidade que a sua operação não usa.

Na dúvida entre os dois, a régua que usamos é simples. Talhões de 200 a 800 ha e operação de serviço: o T70P é o ponto de partida natural. Escala acima de 800 ha, decisão de frota ou cooperativa, ou cultura que pede 100 kg de carga: o T100 entra na conversa. E como a energia é compartilhada, a escolha de hoje não trava a de amanhã.

A Drone Sense é revenda autorizada DJI Agriculture, com base em Ribeirão Preto (SP).

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