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Quanto custa um drone agrícola em 2026? Preços da linha DJI Agras

Quanto custa um drone agrícola em 2026: DJI Agras a partir de R$ 110 mil (T25P) até R$ 225 mil (T100). O que define o preço e o custo real da operação.

Por Mauricio Gabiolli
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Resposta direta: um drone agrícola DJI novo custa hoje, no Brasil, a partir de R$ 110 mil. Essa é a porta de entrada da linha DJI Agras, com o T25P e seu tanque de 20 L. O T70P, de 70 L, parte de R$ 180 mil. E o T100, topo de linha com 100 L, parte de R$ 225 mil. São os preços públicos de referência que publicamos nas páginas de cada modelo, sempre como “a partir de”: o valor final depende da composição do kit e das condições do momento.

Antes de seguir, o ponto que mais importa nessa conversa: o modelo certo depende da operação, não do orçamento. Quem escolhe só pela etiqueta erra pros dois lados. Subdimensiona e paga caro no custo por hectare, porque o drone não fecha o talhão dentro da janela. Superdimensiona e deixa capacidade parada, que é capital imobilizado sem retorno. Drone agrícola não é gasto: é uma decisão de operação.

Preço de drone agrícola em 2026: a faixa real

ModeloTanque de pulverizaçãoPerfil típicoPreço público
DJI Agras T25P20 LProdutor próprio, prestação leveA partir de R$ 110 mil
DJI Agras T70P70 LPrestador comercial, grandes culturasA partir de R$ 180 mil
DJI Agras T100100 LAlta escala, frota, elevação de cargaA partir de R$ 225 mil

Duas observações sobre essa tabela:

  1. Os valores são de referência e servem pra situar a faixa de investimento. A proposta final é fechada caso a caso, conforme a composição do kit.
  2. Mais barato nem sempre é mais econômico. Se a sua área é grande, o modelo maior costuma sair melhor no custo por hectare, porque fecha mais talhão por dia com a mesma equipe.

O que define o preço de um drone agrícola

Quatro fatores explicam por que um modelo custa o dobro do outro.

Capacidade de tanque e de carga. É o fator número um. O T25P pulveriza com 20 L e carga operacional de 20 kg. O T70P leva 70 L e 70 kg. O T100 chega a 100 L e 100 kg. Mais capacidade exige estrutura maior, motores mais potentes e bombas de maior vazão. Cada quilo a mais de carga útil encarece o conjunto inteiro.

Sistema de dispersão. Os três modelos também trabalham com sólidos: semente, fertilizante, isca. O T25P dispersa até 25 kg. O T70P tem tanque de dispersão de 100 L com até 70 kg. O T100, 150 L com até 100 kg. Essa versatilidade amplia o que um mesmo equipamento fatura por safra e entra no preço.

Sensores e radar. Visão binocular, câmera FPV e radares de detecção de obstáculo e acompanhamento de terreno variam conforme o modelo. É o que permite voar baixo sobre a cultura e seguir terreno irregular com margem de segurança. Sensor não é luxo num voo a poucos metros do dossel: é o que protege o equipamento.

Geração do modelo. Modelos de geração anterior, como o T40 e o T50, saíram de linha na DJI. Ainda operam bem em muita fazenda e aparecem no mercado por valores menores, mas a conta de quem vai operar por anos inclui disponibilidade de peças, suporte e a evolução de dispersão e sensores das gerações novas. Mantemos a ficha do DJI Agras T50 publicada como referência de geração anterior: hoje ele é tratado sob consulta, e na maioria dos casos o caminho indicado é o T70P, sucessor direto.

O investimento além do drone: a parte que ninguém conta

Aqui vai o aviso que fazemos em toda proposta: na linha DJI Agras, o drone é vendido em combo próprio, e o restante da operação é dimensionado à parte. Gerador, baterias extras, RTK e acessórios não “vêm junto” por padrão. Cada item é especificado conforme a sua operação, e é assim que deve ser: kit fechado igual pra todo mundo costuma sobrar num item e faltar em outro.

O que costuma entrar nesse dimensionamento:

  • Baterias extras. Operação contínua típica pede 4 a 6 baterias em rodízio. Somadas, podem representar 30 a 40% do preço do drone. É o item mais subestimado de todos.
  • Energia em campo. Longe da rede elétrica, o padrão comercial é gerador dimensionado pro carregador do modelo. Sem energia dimensionada, a produtividade teórica do drone não sai do papel.
  • Água e logística de calda. Reservatório, bomba e ponto de abastecimento perto do talhão. Parece detalhe, mas define quantos hectares você fecha por dia.
  • Veículo de apoio. Carretinha ou caminhonete pra mover drone, baterias, gerador e água entre talhões.
  • RTK quando a operação exige. A estação RTK dá precisão centimétrica ao posicionamento. Faz diferença em faixa estreita, talhão irregular e rastreabilidade fina. Nem toda operação precisa, e por isso é decidido à parte.
  • EPI (Equipamento de Proteção Individual). Quem manuseia calda de defensivo precisa de EPI adequado, do preparo à lavagem do tanque.
  • Regularização. Cadastro da aeronave no SISANT (Sistema de Aeronaves não Tripuladas) da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), o CAAR (Curso de Aplicação Aeroagrícola Remota) exigido pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) pra aplicação de defensivos, e equipamento homologado pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). Comprando de revenda autorizada, a homologação do equipamento já está resolvida. O cadastro e a formação são etapas suas, e orientamos nelas.

Se o planejamento considerar só a etiqueta do drone, a operação nasce capenga. Se considerar o conjunto, nasce redonda. E é o conjunto que devolve o investimento.

Custo x retorno: o preço só faz sentido na conta por hectare

O preço, sozinho, não diz se o investimento fecha. O que diz é a conta por hectare.

Quem presta serviço cobra por hectare aplicado. No mercado brasileiro, a faixa é ampla: algo entre R$ 20 e R$ 150 por hectare, variando com cultura, região, volume de calda e complexidade da operação. Quem aplica na própria lavoura conta de outro jeito: economia sobre a terceirização e, principalmente, a perda evitada quando a janela climática aperta e a máquina terrestre não entra.

Numa operação comercial bem dimensionada, o payback típico fica entre 14 e 24 meses. Numa operação subdimensionada, pode não fechar nunca. A diferença entre um cenário e outro raramente está no preço do drone: está em hectares aplicados por ano, logística e janela operacional. A conta completa, com CAPEX, OPEX e as cinco variáveis que mais mexem no resultado, está no post como calcular o ROI de um drone agrícola.

Por onde começar a decidir

Três caminhos práticos, na ordem:

  1. Compare os modelos com o preço na frente. O guia de comprar drone agrícola cruza perfil de operação, capacidade e faixa de investimento dos três modelos.
  2. Desça na ficha técnica do candidato. As páginas do T25P, do T70P e do T100 trazem especificações completas e cenários de uso.
  3. Se você mesmo vai operar, forme-se antes de voar. A formação de piloto de drone agrícola da Drone Sense Academy cobre da regulamentação à operação em campo, incluindo o CAAR.

E se quiser pular direto pra uma proposta com os números da sua realidade (cultura, área, região e equipe), abra uma conversa pelo WhatsApp. Respondemos em horário comercial, com kit dimensionado e sem empurrar capacidade que a sua operação não usa.

Estamos em Ribeirão Preto (SP), atendendo todo o Brasil como revenda autorizada DJI Agriculture.