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Soja 2026/27: plantio chega a 15,6% da área e adianta o calendário de aplicações com drone
A Conab registrou 15,6% da área prevista de soja semeada até 9 de outubro de 2026, acima do mesmo período de 2025. Veja o que o ritmo muda para quem aplica com drone e para quem contrata.
Neste artigo · 8 partes
O que a Conab mediu
O plantio da soja 2026/27 começou mais cedo do que em 2025. O Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras da Conab, publicado em 12 de outubro de 2026, registra 15,6% da área prevista de soja semeada no país. Uma semana antes, no boletim de 5 de outubro, eram 9,4%.
O salto de uma semana para a outra mostra a largada. Em Mato Grosso, mais de um quarto das lavouras já estava semeado, e a persistência das chuvas e a umidade do solo sustentam o avanço, com o Médio-Norte e o Oeste do estado à frente das operações, segundo a Conab.
O ritmo também passa o do ano anterior. Na mesma data de 2025, a soja estava com 11,1% da área semeada, e a média das últimas cinco safras para o período é de 15,2%, segundo a planilha de plantio e colheita que acompanha o boletim da Conab, cobrindo 12 estados que somam 96% da área cultivada. O avanço foi repercutido pelo Notícias Agrícolas em 13 de outubro de 2026.
Três dias depois, em 15 de outubro, saiu o 1º levantamento da safra de grãos 2026/27. A Conab estima 49,3 milhões de hectares de soja, 1,4% a mais do que em 2025/26, e produção de 181,6 milhões de toneladas, 0,7% acima da safra passada. Na notícia que acompanha o levantamento, a Conab informa que, no início de outubro, o Paraná tinha 36% da área semeada e Mato Grosso, 25,2%.
Por que o plantio da soja 2026/27 começou cedo
O calendário da soja não começa quando o produtor quer. Começa quando termina o vazio sanitário, o período em que é proibido manter planta viva de soja no campo para cortar o ciclo da ferrugem asiática. No apêndice do 1º levantamento, a Conab explica que o vazio dura no mínimo 60 dias, pode chegar a 90, e que produtores de 21 estados e do Distrito Federal seguem a regra.
As datas da safra 2026/27 estão na Portaria SDA/Mapa nº 1.579, de 9 de abril de 2026, reproduzidas pela Conab no mesmo boletim. Em Mato Grosso, o vazio foi de 8 de junho a 6 de setembro. No Paraná, a Região II saiu do vazio em 31 de agosto. Em Goiás, o vazio terminou em 24 de setembro; no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, em 30 de setembro. No Rio Grande do Sul, a Conab registra que o calendário regular de semeadura começa em 1º de outubro.
Quem saiu do vazio cedo e recebeu chuva plantou cedo. É o caso de Mato Grosso e do Paraná. Onde a chuva veio demais, a história foi outra: em Santa Catarina, a semeadura avançava no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste, mas o Sul Catarinense seguia em vazio sanitário e as demais regiões, de calendário mais tardio, ainda planejavam a semeadura.
“De maneira geral, o excesso de umidade é o principal fator limitante para o avanço.”
O que o plantio cedo muda nas aplicações com drone
Lavoura no chão em setembro chega às fases seguintes mais cedo. O quadro de fenologia do 1º levantamento da Conab mostra, para as principais regiões de Mato Grosso e do Paraná, soja em semeadura, emergência e desenvolvimento vegetativo em setembro e outubro, floração e enchimento de grãos em novembro e dezembro, e colheita a partir de janeiro.
Para quem pulveriza com drone, isso significa que a sequência de aplicações da safra começa agora e se concentra nas próximas semanas:
- Dessecação pré-plantio. Nas áreas que ainda vão ser semeadas, como no Rio Grande do Sul, a Conab registra produtores na dessecação das plantas de cobertura. É a primeira aplicação do ciclo e abre a janela para a semeadora.
- Herbicida pós-emergente. Nas lavouras em emergência e desenvolvimento vegetativo, o controle de plantas daninhas entra nas primeiras semanas. Com o estande de outubro, boa parte das áreas de Mato Grosso e do Paraná chega a essa fase ao mesmo tempo.
- Fungicida. A ferrugem asiática é a doença que justifica o vazio sanitário. A Embrapa Soja lista, entre as estratégias de manejo, a eliminação de plantas voluntárias na entressafra e a semeadura no início da época recomendada, para escapar da doença, além do fungicida dentro das regras antirresistência. No Paraná, a Conab anotou que a umidade elevada nas áreas semeadas aumentou o risco fitossanitário. Quem plantou cedo começa o programa de fungicida cedo.
- Inseticida. Lagartas e percevejos acompanham o desenvolvimento da planta. O momento certo vem do monitoramento de cada talhão, não do calendário, mas a demanda costuma chegar junto com a floração.
O efeito prático é a concentração. Talhões semeados na mesma semana pedem a mesma aplicação na mesma semana, e quem presta serviço com drone recebe os chamados em bloco. Drone parado nessa janela é cliente esperando a aplicação.
Para quem tem drone: a revisão vem antes do pico
A safra de aplicações mais cedo encurta o tempo de preparo. O que dava para resolver em novembro precisa estar resolvido em outubro. Três frentes:
- Revisão completa. Motores, hélices, bombas, bicos e sistema de pulverização passam por checagem numa assistência autorizada antes do primeiro voo pago. O nosso guia de manutenção preventiva do DJI Agras detalha a rotina.
- Baterias e carga. A bateria define o ritmo do dia. Confira ciclos, estado de saúde e o carregador, e leia os cuidados que preservam a vida útil da bateria.
- Peças de desgaste em estoque. Hélice, bico, filtro e vedação são os itens que param o drone no meio do talhão. Ter o jogo de reposição na caminhonete evita perder o dia.
Quem opera frota, em cooperativa ou em empresa de aplicação, faz a mesma conta multiplicada: um drone em revisão por vez, nunca todos na mesma semana em que a demanda chega.
Para quem contrata: o piloto bom é achado antes da chuva
Do lado do produtor, o problema é outro: encontrar quem aplique. Em pesquisa do Sindag com mais de 40 empresas, repercutida pelo InfoMoney em 2 de outubro de 2026, 85% disseram não ter profissional qualificado para operar drone. O nosso post sobre a falta de piloto de drone agrícola mostra o tamanho do gargalo.
Com a semeadura adiantada, o piloto que estava livre em setembro fica ocupado em outubro. Quem fecha o serviço agora, com hectares, cultura e datas combinadas, não disputa agenda no pico. A Rede Drone Sense lista profissionais por estado, tipo de profissional e especialidade, e o perfil de cada um mostra a formação e as operações publicadas.
Onde a Drone Sense entra
A Drone Sense é revenda e assistência autorizadas DJI em Ribeirão Preto (SP). Na assistência, o DJI Agras passa por revisão antes da safra, com peças de reposição e técnicos que trabalham nesses drones o ano inteiro, para entrar na janela de outubro e novembro sem surpresa.
Para quem precisa de piloto, ou quer ser encontrado, a Rede Drone Sense é o ponto de encontro: o produtor busca por cidade, UF ou especialidade e filtra por estado e tipo de profissional; o piloto publica a cidade-base, a frota que opera e as operações que já fez.
Para quem quer entrar na profissão a tempo da próxima safra, o Curso de Piloto de Drone Agrícola junta o estudo online com 2 dias de prática no DJI Agras, com o CAAR incluso e registrado no MAPA.
A Conab atualiza o progresso da soja toda semana. O que já dá para dizer é que, nesta safra, o calendário de quem aplica com drone começou mais cedo do que no ano passado. Quem revisa o equipamento e fecha as parcerias agora chega ao pico pronto.
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Quanto da soja 2026/27 já foi plantada no Brasil?
Quais estados estão mais adiantados no plantio da soja 2026/27?
O que o plantio adiantado da soja muda para quem aplica com drone?
Quando termina o vazio sanitário da soja 2026/27?
Onde encontrar piloto de drone agrícola para a safra de soja?
- Conab. Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, 12 de outubro de 2026, soja com 15,6% semeada; situação por estado (MT com mais de um quarto semeado, Médio-Norte e Oeste à frente); frase sobre Santa Catarina. Publicado em 12/10/2026.
- Conab. Plantio e colheita, 3 a 9 de outubro de 2026 (planilha do progresso de safra), soja em 12 estados (96% da área): 15,6% em 9/10/2026, 9,4% em 2/10/2026, 11,1% em 10/10/2025 e média de cinco anos de 15,2%; Mato Grosso 25,2% e Paraná 36%.
- Conab. Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, 5 de outubro de 2026, soja com 9,4% semeada na semana anterior.
- Conab. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, safra 2026/27, 1º levantamento (outubro de 2026), área 49,3 milhões de ha (+1,4%) e produção 181,6 milhões de t (+0,7%); análise estadual (p. 70 a 77); fenologia (Quadro 8); vazio sanitário, Quadro 12 da Portaria SDA/Mapa nº 1.579/2026 (p. 104 a 109). Publicado em 15/10/2026.
- Conab. Primeiro levantamento da safra de grãos 2026/27 estima produção acima de 367 milhões de toneladas, notícia de 15/10/2026; 15,6% semeado no início de outubro, Mato Grosso com 25,2% e Paraná com 36% (fonte dos percentuais estaduais usados no texto e no painel).
- Notícias Agrícolas. Plantio da soja chega a 15,6% e supera ritmo de 2025, de Guilherme Dorigatti, 13/10/2026: repercutiu os dados da Conab (15,6% ante 11,1% em 2025 e média de 15,2%).
- Embrapa Soja. Ferrugem asiática da soja: manejo e prevenção, estratégias de manejo: vazio sanitário e eliminação de plantas voluntárias na entressafra, semeadura no início da época recomendada como escape da doença, fungicidas com as estratégias antirresistência do FRAC.
- Sindag. Pesquisa com mais de 40 empresas sobre profissionais para operar drones, 85% das empresas ouvidas não têm profissionais qualificados para operar drones; citada pelo InfoMoney em 2/10/2026.
- InfoMoney. Drones avançam nas fazendas, mas mão de obra ainda é entrave, 2/10/2026; repercutiu a pesquisa do Sindag (mais de 40 empresas, 85% sem profissional qualificado).