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O agro precisa de mais pilotos de drone qualificados, mostra pesquisa do Sindag

Em pesquisa com mais de 40 empresas, 85% disseram não encontrar profissional qualificado. Veja o que muda para quem contrata e para quem quer pilotar.

Foto de Mauricio Gabiolli
Mauricio Gabiolli · 4 min de leitura
Drone DJI Agras em voo inclinado sobre um canavial, com serras ao fundo e céu nublado
DJI Agras em voo sobre canavial. Foto: Drone Sense.
Neste artigo · 7 partes
  1. O que a pesquisa encontrou
  2. Por que faltam profissionais
  3. O que muda para quem contrata
  4. O que muda para quem quer pilotar
  5. Onde a Drone Sense entra
  6. Perguntas frequentes
  7. Fontes

O que a pesquisa encontrou

O Sindag, sindicato que reúne as empresas de aviação agrícola do país, ouviu mais de 40 empresas do setor.

Em 85% delas a resposta foi a mesma: falta profissional qualificado para operar drone.

O levantamento saiu em 2 de outubro e ganhou espaço na imprensa de economia, como na reportagem do InfoMoney do mesmo dia.

O número pesa porque vem de quem contrata: são as empresas que prestam o serviço de aplicação contando que têm dificuldade para montar equipe.

85% das empresas ouvidas não encontram profissional qualificado para operar drone Fonte: Sindag · mais de 40 empresas · 2/10/2026

Por que faltam profissionais

A frota cresceu depressa. O cadastro da ANAC reúne pouco mais de 13 mil drones declarados para atividade aeroagrícola.

As estimativas do mercado vão além: a Synerjet, ouvida pelo InfoMoney, calcula mais de 60 mil equipamentos em operação e projeta 115 mil até 2030.

Quantos drones agrícolas existem no Brasil São duas contas diferentes. O registro oficial conta o que foi declarado; a estimativa do mercado tenta contar o que está em operação.
Registro oficial 13 mil drones declarados à ANAC para atividade aeroagrícola
Estimativa do mercado
Em operação hoje mais de 60 mil
Projeção para 2030 115 mil
Fontes: ANAC e Synerjet · via InfoMoney · 2/10/2026

O tamanho das máquinas também mudou

Em 2015, um drone que carregava 10 litros era considerado grande. Hoje há modelos que levam até 300 litros.

Quanto maior a máquina, mais preparo o trabalho exige: calibração, leitura de clima e deriva, manutenção e as regras da atividade.

Formar alguém com esse repertório leva tempo, e a formação não acompanhou o ritmo das vendas.

“Há uma lacuna de qualificação profissional específica”
Raffaela Moysés, sucessora e produtora na Fazenda Bonnanza, em Campo Alegre de Goiás (GO), ao InfoMoney

O que muda para quem contrata

Para a empresa de aplicação, a cooperativa ou o produtor que monta equipe própria, contratar piloto virou parte do planejamento da safra.

Três cuidados ajudam a acertar na escolha:

  • Formação com prática. Peça o curso e as horas de voo supervisionado. É a prática em campo que prepara para calibração, faixa de aplicação e emergência.
  • Documentação em dia. Confira a habilitação do piloto e o cadastro do drone na ANAC. O nosso guia de legislação para drone agrícola mostra o que cada órgão exige.
  • Experiência na sua cultura. Quem já aplicou em cana, soja ou café sabe o que muda de uma lavoura para outra. Pergunte pelos trabalhos feitos e peça referências.

O que muda para quem quer pilotar

Instrutor de chapéu e aluno de colete sentados na sombra, de lado para a câmera, acompanhando um drone DJI Agras que voa sobre a lavoura
Aluno e instrutor acompanham o voo do DJI Agras na prática de campo. Foto: Drone Sense.

Para quem pensa em entrar na área, a pesquisa mostra demanda. Mostra também o que as empresas cobram: preparo de verdade, com prática em campo.

Para quem já é formado, é hora de aparecer. Um perfil completo na Rede, com formação e trabalhos à vista, é o que as empresas procuram.

Se a dúvida é quanto a profissão paga, o nosso guia quanto ganha um piloto de drone agrícola em 2026 traz as faixas de remuneração.

Onde a Drone Sense entra

A falta de piloto tem duas pontas: formar gente preparada e fazer quem contrata encontrar quem já está pronto. A Drone Sense trabalha nas duas.

Na formação

Quatro pessoas com colete refletivo em campo de terra, ao entardecer, ao lado de um drone DJI Agras cercado por cones
Aula prática de campo do Curso de Piloto de Drone Agrícola. Foto: Drone Sense.

O Curso de Piloto de Drone Agrícola junta estudo online e 2 dias de prática presencial no DJI Agras, com o CAAR incluso e registrado no MAPA.

A prática é conduzida por técnicos da nossa assistência, autorizada DJI.

Na hora de contratar

A Rede Drone Sense reúne pilotos, prestadores de serviço e empresas do agro.

A empresa encontra profissionais por região e por ofício, vê a formação e os trabalhos de cada um e publica vagas.

O profissional mostra o que sabe fazer e aparece para quem procura.

Rede Drone Sense · 14/10/2026 135 profissionais no mapa, em 21 estados e no Distrito Federal
Mapa do Brasil com pontos azuis nas cidades-base dos profissionais da Rede Drone Sense, com mais concentração em São Paulo e no Centro-Oeste
Cada ponto é uma cidade-base informada pelo próprio profissional; quanto maior o ponto, mais gente na cidade. Mais profissionais em SP (48), MG (16), MT (8), GO (7) e PR (7).

A Rede não resolve sozinha uma falta que é do país inteiro. Ela encurta o caminho entre quem precisa de piloto e quem já está preparado.

Rede e formação

Precisa de piloto?

Procure por região e por ofício na Rede Drone Sense e publique a sua vaga.

Encontrar profissionais na Rede

Quer pilotar?

Estudo online, 2 dias de prática presencial no DJI Agras e CAAR incluso e registrado no MAPA.

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Perguntas frequentes

Por que falta piloto de drone agrícola no Brasil?
Porque a frota cresce mais rápido do que a formação de operadores. Na pesquisa do Sindag divulgada em outubro de 2026, 85% de mais de 40 empresas disseram não encontrar profissional qualificado.
O que exigir de um piloto antes de contratar?
Formação com prática em campo, a documentação exigida para a atividade, experiência no tipo de cultura e de aplicação que você faz e referências de trabalhos anteriores.
Onde encontrar piloto de drone agrícola?
Em redes do setor, como a Rede Drone Sense, onde dá para buscar profissionais por região e por ofício e publicar vagas, e em escolas que formam com prática em campo.
Fontes
  1. Sindag. Pesquisa com mais de 40 empresas sobre profissionais para operar drones, divulgada em 2/10/2026.
  2. InfoMoney. Drones avançam nas fazendas, mas mão de obra ainda é entrave , de Iuri Santos, 2/10/2026.
  3. ANAC. Cadastro de drones declarados para atividade aeroagrícola, conforme citado pelo InfoMoney.
  4. Rede Drone Sense. Profissionais com cidade-base no mapa público, em 14/10/2026.
Foto de Mauricio Gabiolli
Quem escreve Mauricio Gabiolli Fundador da Drone Sense, revenda e assistência autorizadas DJI em Ribeirão Preto (SP), desde 2016.

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